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Gabinete Civil

Gabinete Civil do Estado de Alagoas
Terça, 04 Dezembro 2018 14:00
TRADIÇÃO

Chá de Memória é retomado com temática sobre escravidão, livro e anúncio de concurso

Plateia lotou dependências do Arquivo Público, no bairro de Jaraguá , na terça-feira (27)

Livro “Na cor da pele, o negro – Escravidão, mestiçagens e sociedade no Recife colonial” foi lançado durante o Chá de Memória Livro “Na cor da pele, o negro – Escravidão, mestiçagens e sociedade no Recife colonial” foi lançado durante o Chá de Memória André Palmeira
Texto de Wellington Santos

Texto de Wellington Santos

Com a temática "Vivências de Escravos e a Escravidão em Alagoas e Pernambuco dos Séculos XVIII e XIX",  lançamento de livro e anúncio do segundo Concurso de Monografia, o Gabinete Civil do Estado de Alagoas retomou, na terça-feira (27), o já tradicional Projeto Chá de Memória. O projeto é coordenado pelo Arquivo Público de Alagoas (APA) e o evento lotou as dependências órgão, localizado no bairro de Jaraguá. 

 

Os palestrantes foram Gian Carlo de Melo, doutor em História e ex-coordenador de pós-graduação do curso de História da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e Wellington Gomes, mestre em História e vencedor do primeiro concurso de Monografia organizado pelo Arquivo Público e realizado em 2017.

 

Na ocasião, os dois facilitadores discorreram sobre a gênese da história da escravidão no Estado, o sofrimento, o processo de resistência e superação, além de responderem a vários questionamentos da plateia presente.  

 

Um dos pontos altos do evento foi a exposição de um vasto acervo documental sobre a escravidão e que tem subsidiado muitas pesquisas sobre o assunto no Estado. Entre os vários documentos expostos, o público pôde ter acesso ao livro de salário dos africanos livres em Maceió entre os anos de 1853 a 1854; a ação de liberdade da escrava Luíza no município de Porto de Pedras, em 1887, e um inquérito do Fundo de Emancipação de Porto de Pedras em 1880, além de inquérito policial da acusação contra escravo no município de Atalaia, em 1861.

 

“Estamos felizes pelo comparecimento das pessoas no sentido de prestigiar este evento que já se estabeleceu no nosso calendário de eventos. É imprescindível conhecer o lugar que se vive e incentivar as políticas da cultura popular e preservação do patrimônio histórico”, ressaltou a superintendente do Arquivo Público, Wilma Nóbrega.

 

Na oportunidade, o professor Gian Carlos lançou o livro “Na cor da pele, o negro – Escravidão, mestiçagens e sociedade no Recife colonial”, obra produzida na Editora  da Universidade Federal de Alagoas (Edufal).

 

Segundo Concurso de Monografia

 

Na ocasião, Wilma Nóbrega anunciou a vencedora do segundo Concurso de Monografia promovido pelo APA. Com o tema “Entre o Progresso e o Abandono – propostas de ações preservacionistas ”, a vencedora foi Rosemay Lopes Rodrigues, cujo trabalho será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

 

Descentralização

 

Suspenso desde julho ao público por causa das restrições do período eleitoral, o Projeto Chá de Memória volta depois de completar recentemente dois anos. O projeto tem viabilizado conhecimento para alunos, docentes e pesquisadores em geral em Maceió e no interior do Estado.

 

Segundo a idealizadora do Chá, Wilma Nóbrega, superintendente do APA, o Governo do Estado segue firme no propósito de potencializar a política de descentralização dos valores históricos e culturais de Alagoas.

 

O APA já promoveu várias edições especiais do Projeto Chá de Memória em Penedo, São José da Laje e Coruripe, além de incentivar e coordenar a instalação de Arquivos Públicos nesses municípios.

 

Desde sua concepção, o Projeto Chá de Memória propõe debates de temáticas que envolvem as tradições, os saberes e as culturas do Estado, consideradas um patrimônio coletivo.

 

Religiosidade, cultura popular, mulheres alagoanas, ética, política, carnaval e esportes foram algumas das discussões mais recentes. Em todas as edições, personalidades ilustres alagoanas no Brasil são convidadas para enriquecer o evento.

 

O evento tem como parceiros a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), além de contar com o apoio das secretarias de Estado da Cultura (Secult) e da Comunicação (Secom).