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Gabinete Civil

Gabinete Civil do Estado de Alagoas
Segunda, 26 Agosto 2019 03:17
PERTENCIMENTO

Projeto Alagoanidade potencializa valores culturais de Alagoas

Coordenado pelo Gabinete Civil, ação levou ao Arquivo Público de Alagoas manifestações folclóricas, artesanato e músicas que emocionaram os presentes

Estreia do Projeto Alagoanidade, levou ao Arquivo Público várias manifestações culturais, como pastoril, coco de roda, exposição de artesanato Estreia do Projeto Alagoanidade, levou ao Arquivo Público várias manifestações culturais, como pastoril, coco de roda, exposição de artesanato André Palmeira
Texto de Wellington Santos

O sentimento de pertencimento ao torrão querido pulsou mais forte quando Mestra Zeza do Coco deu o grito de guerra, ao entoar seu cântico, com a autoridade de ser um Patrimônio Vivo das Alagoas. "Ô Alagoas, vou te cantar, pelo patrimônio vivo da cultura popular!".

 

Zeza, que é Patrimônio Vivo da cultura de Alagoas, foi ovacionada e aplaudida de pé. "Meu amor pelo coco de roda teve início aos cinco de idade e ainda se chamava de pagode com setenta maneiras de se dançar", disse Zeza.     

 

Com a simplicidade e sabedoria de Mestra Zeza foi dado o pontapé inicial do Projeto Alagoanidade, Sua História, Sua Gente, no salão adornado nas cores em vermelho, azul e branco de iniciativa do Gabinete Civil, por meio do Arquivo Público de Alagoas (APA).  

 


O projeto surge com intuito de despertar o sentimento de amor (pertencimento) dos alagoanos por suas tradições, história e cultura, que acontecerá trimestralmente na sede do APA, ofertando temas relevantes com palestras, exposições, apresentações artísticas e culturais, reunindo os mais variados segmentos.

 

Nesta primeira edição, o evento destacou a cultura popular em Alagoas e contou com as participações da museóloga Cármem Lúcia Dantas; do presidente da Comissão Alagoana de Folclore, Olegário Venceslau, e da mestra do Patrimônio Vivo Vânia Oliveira. 

 

O público foi contemplado ainda além da apresentação de Zeza do Coco, com o Pastoril de crianças do bairro de Cruz das Almas, coordenado por mestra Vânia do Pastoril. O evento contou também com exposições de artesanato e livros que remetiam aos costumes e ao folclore do Estado.

 

Representando o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, o chefe de Gabinete André Molina Júnior deu as boas-vindas ao Projeto Alagoanidade. "Este projeto resgata o sentimento de pertencimento de amor a Alagoas, seus valores, sua cultura, literatura, tradições, arquitetura e seus sabores. Este projeto junta-se ao já tradicional Chá de Memória, que oferta à população a oportunidade de aproximimação com o nosso Arquivo Público, patrimônio de Alagoas", destacou Molina.   

 

Exposições e palestras também marcaram estreia do evento

 

De acordo com Wilma Nóbrega, superintendente do APA, o projeto reforça o compromisso do órgão com a proximidade da população e das instituições. “Nesta primeira edição, o público teve a oportundidade de ver a Exposição ‘Alagoanidade’ sobre fatos históricos, personalidades e curiosidades  garimpadas no valioso acervo do APA, que conta atualmente com cerca de três milhões de documentos”, disse Wilma.

 

A museóloga Carmém Lúcia Dantas fez uma ampla explanação desde os primeiros registros históricos de Alagoas, como os primeiros naufrágios ocorridos na costa do município de Coruripe, um deles com o primeiro bispo do Brasil, D. Pedro Fernandes Sardinha, discorrendo pelas zonas geográficas do Estado e abordando sobre o rico artesanato alagoano que é fonte de inspiração para personalidades do mundo inteiro. 

 

"Alagoas é um Estado pequeno, mas absolutamente rico em manifestações artísticas, folclóricas, música, enfim, uma benção da natureza", destacou a museóloga.

 

Já o professor Olegário Venceslau falou sobre abordou sobre o tema "Cultura Popular - Tradicionalidade e Dinâmica", ao destacar que a cultura popular é indissociável de Alagoas, demonstando que danças como pastoril, coco de roda, toré é uma mistura racial e étnica característica mantida nos folguedos alagoanos.