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Gabinete Civil do Estado de Alagoas
Quarta, 13 Novembro 2019 09:11
BANQUETE CULTURAL

Arquivo Público promove "passeio" cultural na Bienal sobre a história de Jaraguá

Evento ocorreu durante Chá de Memória Especial na Bienal do Livro de Alagoas

Carlito Lima foi um dos debatedores sobre a história de Jaraguá Carlito Lima foi um dos debatedores sobre a história de Jaraguá André Palmeira
Texto de Wellington Santos

Um "passeio" sobre a história do tradicional bairro de Jaraguá. Assim foi a 38ª edição do tradicional Chá de Memória, promovido pelo Arquivo Público de Alagoas (APA), na terça-feira (5), com um evento especial, em plena 9ª Bienal Internacional do Livro, que este ano tem como novidade no cenário o aprazível e histórico onde nasceu Maceió.

 

O público compareceu para participar de debate com o coronel da reserva do Exército brasileiro Maia Pedrosa, e o procurador de Estado aposentado Carlito Lima no bate-papo acerca das memórias e histórias do bairro de Jaraguá, recanto que atravessou os séculos como celeiro das mais variadas manifestações culturais.

 

"O bairro de Jaraguá é a própria história de Maceió. Naquele pequeno trecho encravado entre o mar, o Poço e o Centro da cidade, surgiram os primeiros surtos de desenvolvimento da então vila, que cresceu tanto e superou a capital da Capitania, a então cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, provocando a luta da transferência da capital para Maceió, onde já residia o governador e sediava as principais partições publicas. Esse desenvolvimento do bairro deve-se ao seu porto, que transformou o local num imenso comercio com negócios de todos os rumos", disse o coronel Maya Pedrosa, ao abrir a palestra.

 

"Jaraguá surgiu antes mesmo da povoação de Maceió, originada de um engenho de açúcar de propriedade do coronel Apolinário Fernandes Padilha, no local onde hoje é a Praça Dom Pedro II. Aldeia de pescadores foi logo chamando a atenção de quem passava pelo caminho, margeando o mar", completou Carlito Lima.

 

Ele acrescentou que quando da chegada do primeiro governador da Alagoas, Sebastião Francisco de Melo e Povoas, desembarcando no porto de Jaraguá, a fama do arrebalde aumentou, projetando-se um lugar de futuro promissor. Naquela época (1818), já existiam algumas casas e a igreja de Nossa Senhora Mãe do Povo, construída pelo português Antonio Martins. Depois foram chegando novos investidores, que se instalaram no novo bairro: José Gomes de Amorim e seus irmãos Joaquim e Antonio, que previam o rápido crescimento do lugar.   

 

"Na verdade, graças à proximidade do ancoradouro, Jaraguá se tornou aos poucos um centro comercial de grande importância, sendo ocupados por bonitos sobrados, a partir da segunda metade do século passado. A arquitetura da época foi sendo aos poucos modificada. Mas o projeto de revitalização, que será executado pela prefeitura, retornará o esplendor do século XIX", completou Carlito Lima.

 

"Este evento foi um momento especial porque estamos celebrando essa festa cultural que é a Bienal do Livro neste local mágico e que representa uma viagem pelo histórico bairro de Jaraguá", ressaltou a superintendente do APA, Wilma Nóbrega.