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Gabinete Civil

Gabinete Civil do Estado de Alagoas
Quinta, 26 Março 2020 11:12
COMBATE AO CORONAVÍRUS

Governadores do Nordeste reforçam manutenção de medidas de isolamento social

Gestores publicaram carta em que reafirmam a necessidade de manutenção das ações preventivas de combate ao novo coronavírus, ouvindo a ciência

Renan Filho se reuniu com governadores do Nordeste por videoconferência Renan Filho se reuniu com governadores do Nordeste por videoconferência Márcio Ferreira
Texto de Severino Carvalho

Governadores do Nordeste divulgaram carta, na tarde desta quarta-feira (25), em que reafirmam a manutenção das medidas preventivas de isolamento social contra o novo coronavírus (Covid-19). O chefe do Executivo alagoano, Renan Filho, participou da reunião com os gestores, realizada por meio de videoconferência.

 

Ele defendeu a integração de esforços no sentido de minimizar os impactos gerados pela pandemia, mas ressaltou que é preciso primar, sempre, pelo que diz a ciência. “Soltamos uma carta mantendo a situação de isolamento, neste momento. Não se trata de uma questão de Alagoas, é uma questão de saúde pública. Quem sugere o decreto (de situação de emergência) é a ciência, a Organização Mundial de Saúde e os países que estão mundialmente enfrentando essa pandemia com o objetivo de achatar a curva de contágio”, avaliou Renan Filho.

 

O documento assinado pelos governadores é uma resposta ao pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, que defendeu o retorno à normalidade e o fim do isolamento. A carta, destaca que a decisão prioritária é cuidar da vida das pessoas, sem esquecer, porém, da responsabilidade em administrar a economia dos estados.

 

“Vamos avaliar novas medidas à frente, o que a gente pode fazer para preservar as vidas, prioritariamente, e para que a economia siga adiante”, ponderou Renan Filho.

 

A carta diz, ainda, que o momento é de união e de esquecer as diferenças políticas e partidárias. “Ficamos frustrados com o posicionamento agressivo da Presidência da República, que deveria exercer o seu papel de liderança e coalizão em nome do Brasil”, finaliza o documento.